Resenha: Polícia Paranormal (Kiersten White)

Evie poderia ser uma garota como qualquer outra: é completamente apaixonada por séries de TV, moda e tecnologia. Exceto por um detalhe: ela tem o dom único de ver através do glamour, uma aura que mantém os seres paranormais (fadas, vampiros, lobisomens, sereias, bruxas) escondidos das pessoas comuns.

Órfã, Evie vive e trabalha na AICP, a organização que mantém os paranormais longe das pessoas comuns. Seu trabalho é usar seu dom para atrair paranormais para então prendê-los e classificá-los.   A melhor (e única) amiga de Evie é Lish, uma sereia; e seu ex-namorado é uma fada muito vingativa chamada Reth que ainda a persegue.

“Eu assisti ao filme ‘A pequena sereia’ com ela há alguns anos; ela achou totalmente hilário. Não conseguia parar de rir com o negócio do sutiã de concha, pois sereias não são mamíferos. Além disso, como ela afirmou, o príncipe Eric era muito cabeludo e ‘cor de pêssego’ para seu gosto. Sempre achei que ele era bem gato, mas, pensando bem, sou um mamífero.”

A vida de Evie segue tranquila quando a sede da AICP é invadida por um cara chamado Lend, que consegue assumir a aparência física de qualquer pessoa. Evie se sente imediatamente atraída pelo invasor misterioso, que não revela a ninguém quem é e o motivo de ter invadido a AICP. E, como se não bastasse, algo misterioso está matando paranormais e tudo isso pode estar relacionado… à Evie!

Eu esperava TANTO de Polícia Paranormal! A sinopse me atraiu muito: seres paranormais, heroína divertida, organização misteriosa… como diria Inês Brasil, “me chama que eu vô”. Abri o livro na intenção de um YA que me fizesse rir e de um mundo bem trabalhado.

E comprovei que expectativas só prejudicam.

Não consegui engatar na leitura durante as 100 primeiras páginas. Tudo foi muito lento e eu não conseguia me conectar ao que estava lendo e nem simpatizar com os personagens o bastante pra me importar com eles. O problema foi resolvido quando acontece algo no livro que realmente o torna interessante, e a partir daí eu voei na leitura e consegui me divertir com o livro.

Evie me irritou muito como protagonista, o que foi um grande problema, pois nós vemos o que acontece na história pelos olhos dela. Eu queria saber mais sobre as mortes dos paranormais e sobre quem estava matando, mas Evie só pensava em Lend: se ele gostava dela, se a achava divertida, se gostava das roupas dela…

Na verdade, não gostei da maioria dos personagens. Lend não me convenceu como mocinho, Reth foi muito pouco explorado (ele tinha motivações muito interessantes) e Raquel me irritou quase tanto quanto Evie. Os únicos personagens que gostei foram Lish (a amiga sereia), Cresseda (uma ninfa muito sábia) e o pai de Lend. O vilão também foi bem fraco pra mim.

Quanto à mitologia, eu ADOREI o povo das fadas da Kiersten. No entanto, ele foi pouco explorado. Eu espero realmente que ela nos mostre mais das fadas nos próximos livros da trilogia. Elas têm potencial. E mais Cresseda nos próximos, por favor.

Quanto à edição do livro, eu vi várias pessoas reclamando pela Galera Record ter mudado a capa original. Eu, pessoalmente, gostei bem mais da nova capa. A original tem um toque sóbrio que não combina muito bem com a Evie. Já a capa nacional tem rosa por todos os lados – a cor favorita da Evie – e mistura elementos muito fofinhos das criaturas do livro, como o lobo no computador, os morcegos no vestido e as pantufas de monstro. O resultado final é bem leve e divertido, que combina muito bem com a história do livro.

capas originais

As páginas são amareladas – aleluia! – e a fonte é muito boa. Têm detalhes bem legais nos números e nos nomes dos capítulos.

Enfim! Recomendo Polícia Paranormal para quem quiser um livro leve e descontraído pra passar o tempo, para quem quiser se divertir em uma leitura despretensiosa. Se você for com expectativas demais pode acabar se decepcionando – como eu.

 

  • LEIA OUVINDO

TT é bem fofinho e o MV apresenta várias criaturas que aparecem no livro – claro, em uma versão mais delicada. E é uma música de amor, assim como o livro. Vale a pena!

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